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Cronicas


VENTO.... ALGOZ OU COMPANHEIRO?

O vento forte e de frente é bom para decolar e pousar um avião. É bom para um veleiro quando navega no contra vento. É bom quando incide numa encosta e cria as correntes ascendentes que permitem o vôo das asas delta, parapentes e planadores. 

O vento forte de frente atrasa o vôo em rota dos aviões. O vento forte dissipa as térmicas que são correntes de vento ascendentes que permitem o vôo das asas delta, parapentes e planadores quando voam longe das encostas impedindo a permanência em vôo.

Afinal, vento forte e de frente é bom ou ruim?

O vento forte de cauda adianta o vôo dos aviões em rota. 

O vento forte de cauda é ruim para a decolagem e o pouso dos aviões. O vento de popa (cauda) não é o preferido dos velejadores. Com vento terral (de cauda) as asas delta e parapentes não podem decolar das rampas de vôo livre.

Afinal, vento de cauda é bom ou ruim?

O vento de través exige muita habilidade dos pilotos na decolagem e no pouso e, por vezes até impede a operação das aeronaves. Em rota, exige grandes correções por parte dos pilotos e atrasa o vôo das aeronaves.

Para os velejadores o vento de través permite uma bela navegada.

Afinal, vento de través é bom ou ruim?

Vejam só o conflito! 

Como piloto não dá para chegar a uma conclusão. Imagine quando o piloto é também um velejador!

O vento é identificado pela direção de onde vem e pela sua intensidade. Em aviação estamos acostumados a ver siglas como 240o/15kt. Esta indica um vento que vem do Rumo Magnético 240 com 15 nós de intensidade. Em náutica e no uso geral, damos apenas o ponto cardeal ou Colateral de onde ele vem, tipo: Vento Norte, Vento Sul ou Vento Nordeste.

O vento ameniza o calor nas zonas tropicais e equatoriais, tornando mais agradável a vida dos nordestinos, por exemplo. Imaginem o Nordeste sem vento! O calor seria insuportável.

O vento mata de frio quando sopra no inverno lá do Sul. A “sensação térmica” faz reduzir em muito a temperatura que chega a ficar negativa.

Estigmatizaram o Vento Norte como o vento que anuncia a chegada do mau tempo de uma frente fria nas regiões Sul e Sudeste. O Sudoeste vem na frente da trovoada e sempre é muito forte e violento e o Leste anuncia o fim da frente e a chegada do “bom tempo”. 

Aí inventaram de dar nomes aos ventos. Uns são frios como o Minuano lá no Rio Grande do Sul, o Pampeiro na Argentina, o Mistral no Sul da França e o Bora na Iugoslávia. Outros são quentes e secos como o Simun no Saara que muda de nome para Solano ao passar pela Espanha e Siroco ao passar pela Itália e Grécia.

Quando os ventos alíseos de NE e de SE se encontram, formam a ITCZ-Zona de Convergência Intertropical. Entre maio e setembro este encontro se dá no Mar das Antilhas (verão nesta região) e dá origem aos temidos furacões que varrem o Caribe, Bahamas e a costa leste dos EUA.

Aí cada um deles, os furacões, são batizados com nomes próprios femininos.

Sem querer fustigar nem criar rancores, alguma leitora teria uma explicação para isto? 

 

 

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