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Acidentes


ESTOURO DO MOTOR DO T6 EM VITÓRIA

Eu estava em Campinas com o Edo e iríamos fazer uma demonstração com a Esquadrilha OI em Salvador-BA. O Juca estava querendo fazer umas fotos do Perdigueiro com os T6s e resolvemos fazê-las lá em Morro de S. Paulo.

O NOC, prefixo do Perdigueiro (PT-NOC) estava em Itanhaém-SP onde o Juca o deixara depois de uma festa e resolvemos que eu o pegaria lá e iria com ele para Salvador. O Juca iria depois de comercial. Os T6s já estavam em Salvador.

No dia seguinte acordei cedo e o Vagão me levou de carro até Itanhaém onde peguei o NOC no hangar do Pietro. Voei para JR . Fui de táxi ao Galeão buscar o meu carro. Jantamos em casa. A Pati veio para viajar comigo para a Bahia.

Decolamos no NOC pela manhã e voamos até Vitória. Foram 2:00 h de vôo. Abastecemos e seguimos para Ilhéus. Mais 02:40 de vôo. Voamos para Vera Cruz. Pegamos mau tempo desde Ilhéus até lá. A chegada em Itaparica foi voando colado na praia. Edo e Laert chegaram a noite e fomos jantar na casa do NOÉ, fabricante do Paradise, o baianinho. Dormimos na Pousada das Brisas.

Na manha seguinte decolei no NOC com o Bauer para buscar o Juca e a Nathalie em Salvador. O campo fechou e ficamos até as 14:00h aguardando. Saímos com plano IFR e cancelamos logo após a decolagem, seguindo VFR para pousar em Vera Cruz. Decolamos para o vôo de foto em Morro de S. Paulo. O Marques no C-182, de paquera, Juca e Nat no NOC de líder, Edo Laerte e eu de ala. Infelizmente as fotos ficaram meia boca e nem foram aproveitadas.

Após as fotos o Marques retornou para Vera Cruz e o resto da Esquadrilha voou para Ilhéus. Fomos para a Pousada Vitória onde encontramos o Hans e a Vitória, os donos da pousada, e a Virginia, irmã da Vitória. Jantamos juntos num restaurante típico. Decolamos de Ilhéus-BA com destino a Vitória-ES. Juca no Perdigueiro, Pati comigo, Edo e Laerte solos. 

Chegando a Vitória o Edo dispersou a Esquadrilha na perna do vento e entrou para pouso após o NOC. O Laert alongou a perna do vento e eu mais ainda, indo até a vertical da cidade. Quando girei a perna base, reduzindo a potência para matar a velocidade, e levei a manete da hélice à frente, aconteceu um estouro, o avião começou a trepidar violentamente e o pára-brisas ficou coberto de óleo me impedindo ver qualquer coisa à frente da aeronave. Reduzi o motor imediatamente baixando o nariz e procurei um lugar para pousar.

Embaixo somente prédios. Na proa da pista havia o rio que na primeira vista era a melhor opção caso não desse para alcançá-la. Avisei pelo rádio do problema e o Laert arremeteu no ar para deixar a pista livre. Sem ver a pista à frente ficava difícil avaliar se a “rampa” que eu voava me faria chegar na cabeceira.

O motor reduzido ainda funcionava. Não cortei porque a vibração reduziu bastante em marcha lenta. 

Olhando a pista (com a cabeça prá fora), achei que daria para chegar, mas no limite. Aí resolvi garantir o pouso e dei potência. Pouca. A vibração aumentava muito.

O Edo , do solo, me guiava para a pista e corrigia minha rampa. Dizia: -Vem que ta bom Cachorron...

A Pati, que até aquele momento só escutava, perguntou:-Abro o cinto agora? Não...espera pousar.. gritei no rádio.

Pousei e sai da pista no embalo. Antes de cortar o motor ainda lembrei de ciclar a hélice (colocar em passo bandeira).

Parei no estacionamento ao lado do KRC do Edo, só no embalo. Quando sai para ajudar a Pati a descer, ela já estava no chão com seus sapatos na mão. 

O LDO estava coberto de óleo. Um dos cilindros superiores havia partido e todo o óleo jorrou fora do motor. 

Deixamos o T6 em Vitória e viemos embora, eu e a Pati de carona com o Juca. Pousamos no RJ. O Juca foi com a Nat para SAMPA de Ponte Aérea e eu, Paty, Edo e Laert viemos para JR no Perdiguiero. O pouso aqui foi emocionante. O vento estava de través com 20/30 nós. Almoçamos no Barra Brasas, o Laert foi para o RJ pegar uma Ponte Aérea para S. Paulo e o Edo dormiu aqui em casa. 

 

 

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