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Acidentes


SELETORA GASOL FECHADA NA DECOLAGEM DE UM MAI 890 NO CEU

MAI 890-na Rússia,....Baby MIG. Um biplano que assemelha-se a um tanque de guerra, tal sua robustez.

Corria o ano de 1992 e eu cuidava da ABUL e do meu escritório de Assessoria Aeronáutica, quando o Storino, meu colega de turma da FAB me pediu para voar um ultraleve russo.

Ele estava assessorando um empresário que traria a aeronave russa para o Brasil e deveria ser o piloto de demonstração do MAI 890 que era fabricado pela AVIÁTIKA em Moscou. Essa empresa montava os jatos de caça MIG mas também se dedicava à aviação desportiva construindo um ultraleve acrobático.

Acontece que o Storino não voava ultraleves e o MAI é uma aeronave de um só lugar, o que inviabilizava um vôo em duplo comando para sua adaptação. Aí ele me pediu para voar no seu lugar. Aceitei para ajudar um amigo, apenas. Mudei de idéia quando vi a maquininha sendo montada. Me impressionou sua robustez e a equipe que veio da fábrica para montá-lo que, além do mecânico propriamente dito, era composta pelo seu projetista Wladimir xxxx , piloto de provas Gordienko , todos chefiados pelo xxxxx, o Presidente da Aviátika.

Acompanhei a montagem final e vi os dois vôos de experiência do Gordienko, o segundo com várias manobras de acrobacia, acabando com um pouso de motor cortado.

Quando ele me ofereceu o aviãozinho para experimentar, perguntei-lhe pelas velocidades das manobras e ele quis saber o que eu iria fazer. Contei-lhe e fui voar.

Fiz luping, tunô e parafuso. Aí lembrei de cortar o motor como o Gordienko fez, fiz mais um tunô e pousei. 

Após aquele vôo fui contratado para ser o piloto de demonstração da SINOS, a empresa que representava a Aviátika no Brasil.

Demonstrei o MAI pelo país inteiro. Voei no Sul em Porto Alegre, S. Leopoldo, Carazinho, Montenegro e Curitiba. No Nordeste estive em Natal, Fortaleza, Mossoró, Tibau.

Cada nova aeronave que chegava eu estreava fazendo o primeiro vôo. Num deles montado lá no CEU, decolei na pista 24 e tive uma parada de motor logo após cruzar a cabeceira oposta. A pista já ficara para trás.... à minha frente apenas a água suja da Lagoa. Aí vi a cabeceira da pista 03 à minha esquerda e bem abaixo. Dei um pé esquerdo à fundo e, glissando, consegui tocar no meio da pista. No embalo deixei para frear já livrando a pista e parei em frente à oficina que dava manutenção para a SINOS. Aí falei para o pessoal:-Conserta essa droga e me chama quando estiver pronto.

O mecânico esqueceu de frenar a seletora de combustível que, na vertical fechava o fluxo. Com a trepidação a torneira correu e fechou a gasolina.

 

 

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