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Aventuras


DE TEREZINA A SALVADOR, VIA BARREIRAS, COM A ESQUADRILHA OI

Hora marcada para DEP: 03:20 h no Antigo Galeão, atual Terminal de Cargas do Aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro.

O Edo já vinha desde S. Paulo no B737 cargueiro da TAF-Táxi Aéreo Fortaleza que faria uma escala no Rio e no qual eu embarcaria para Terezina-PI para encontramos com o Laerte que ia de TAM. Os 3 T6 nos esperavam lá, bem guardados no hangar da TOP LINE, desde 08AGO.

O Fernandinho cuidava da manutenção já há dois dias mas mesmo assim ainda havia uma pane no freio do LDO e isto atrasou nossa DEP para Barreiras-BA, onde faríamos uma apresentação no dia 28SET03 na ABA-Associação Barreirense Aerodesportiva.

Acabamos decolando com destino a Bom Jesus da Gurgueia-PI onde abastecemos com o combustível que o Pitu levou de caminhão numa viagem que durou a noite inteira. Pernoitamos pois não daria para chegar diurno em Barreiras onde a festa já rolava solta.

Ficamos no melhor hotel da cidade que não tinha nenhuma estrela. Jantamos numa Churrascaria que não servia churrasco à noite.

Domingo cedo decolamos e chegamos ao nosso destino, o Aeródromo SNBA pertencente à um grupo de pilotos todos sócios da ABA, que é uma entidade aerodesportiva das mais novas mas que surpreendeu pela rapidez com que se desenvolveu e cresceu.

Uma pista de 1300 x 20m asfaltada não é comum em aeródromos privados, a não ser de grandes empresas.

Além de uma bela pista com táxiways até as cabeceiras e um pátio de abastecimento com bomba, já existem 3 hangares construídos e mais 6 em construção, todos eles com 20x20m e mesmo feitio o que dá um ar de organização. A grama já foi plantada para dar um toque de beleza no local.

Eles conseguiram idealizar uma forma de administração perfeita em termos de trabalho e resultado: são 32 sócios proprietários que adquiriram a área que foi dividida em lotes; cada um pode construir seu hangar, desde que siga o projeto padrão; um lote é da ABA e nele a empresa que explora o abastecimento construirá a sede social da ABA, em troca da concessão de 20 anos; a diretoria da ABA administra o aeródromo; além dos sócios proprietários, existem 25 sócios contribuintes e o quadro está aberto para quem quiser participar.

Inicialmente houve certa dificuldade em reunir um grupo suficiente para tocar esta empreitada. O Ivan e o Rangel buscavam pessoas para construir um “clube de ultraleves” apenas. O maior “apoio” recebido foi da Administração do Aeródromo de Barreiras que, embora bem montado, com uma bela infraestrutura e muita área disponível, criava dificuldades para a Aviação Geral, nela incluída a desportiva.

Do descontentamento com a situação surgiram idéias. Porque não fazer um aeródromo privado e nele reunir toda a aviação geral?

Aí, em vista do porte da empreitada, surgiram adesões e foi possível realizar o sonho. Hoje existe uma empresa de Táxi Aéreo que é proprietária de um dos hangares onde mantém 6 aviões, inclusive um bimotor Sêneca; um dos sócios, além de estar aprendendo a voar de UL já tem seu King Air para os deslocamentos a serviço da sua empresa, etc.

Reuniram o útil ao agradável: o aerodesporto com o vôo utilitário que a aviação ultraleve, e a experimental como um todo, pode proporcionar.

No dia que lá chegamos foi feita uma Assembléia Geral para eleição da diretoria da ABA e nela aproveitaram para fazer a entrega de mais de trinta CPD aos seus associados seguida de um excelente churrasco pois, diga-se de passagem, a maioria dos integrantes é constituída de gaúchos que foram para a Bahia e estão mudando a paisagem daquele canto do pais com suas plantações de soja, principalmente.

Cinco da tarde decolamos para a minha quinta demonstração na Esquadrilha OI e a primeira junto com o Laerte que já voa com o Edo a 12 anos.

O Tike estava na festa e fez o #4 com seu Decathlon. Decolamos individual e reunimos em diamante para uma passagem baixa. Durante a passagem o Tike foi para a ala do Laerte para a Esquadrilha sair para a esquerda e ganhar altura enquanto ele evoluía isolado.

Viemos então para o looping com o leque na recuperação. O Laerte e eu revertemos após voar paralelo à pista e cruzamos sobre a pista, frente à frente, tendo o Edo na perpendicular, cruzando conosco. Como ainda não consegui treinar um tunô na ala de T6, fiz algumas curvas de performance sobre a pista seguidas de um vôo lento “enchendo lingüiça” enquanto o Edo e o Laerte ganhavam altura para realizar um looping seguido de um tunô barril. 

Ai o Tike voltou à arena enquanto eu reunia aos outros dois para fazermos um looping com desfolhado na saída seguido de um meio oito cubano e cruzamento meu e do Laerte frente à frente novamente com o Edo na perpendicular.

Nova reunião com o Tike entrando de #4 para uma passagem, escalonamento, Tike abandonando para pouso e nós seguindo para um looping em cobrinha.

Fim de festa. Confraternização com os associados da ABA num ótimo restaurante na beira do rio e fomos dormir.

Cedo saímos para abastecer na Chapada Diamantina. Conosco foram os dois filhos do Ferrucci que queriam curtir um vôo de T-6.

A passagem pela chapada foi magnífica pois, devido ao teto baixo, passamos ao lado dos paredões.

A chegada para pouso na Ilha de Itaparica foi num belo sobrevôo da Baia de Todos os Santos curtindo um visual maravilhoso. 

Guardamos os aviões no hangar do Aeroclube da Bahia onde fomos muito bem recebidos pelo Marques e fomos de “ferry boat” para Salvador. O Fernandes, nosso “Anjo da Guarda” ficou em Itaparica para dar uma geral nos aviões até a nossa volta.

Jantamos no Iemanjá na companhia dos nossos passageiros que viraram meus anfitriões já que não consegui avião para voltar ao Rio. O Edo e o Laerte foram embora depois do almoço.

 

 

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