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Traslados


C-182 SKYLANE PT-WSE, DO KANSAS AO RIO

Conhecia o Eduardo Difini de nome, por ouvir falar, amigo que é do Jean Barbará, com o qual viajei duas vezes aos EUA e outras tantas pelo Brasil.

O Eduardo comprara um Skylane novo na TAM, que representa a Cessna no Brasil, e me ligou pedindo para buscá-lo lá na fábrica, em Independence no Kansas.

Viajei,pela TAM logicamente, e lá fiz o recebimento da aeronave que já estava com matrícula brasileira, e para a qual eu consegui uma autorização de traslado.

Sai de KIDP no dia 20/02/98, bem cedinho, com destino a Houston pois devia ir ao Consulado Brasileiro para Consularizar o Bill of Sale ( nota de venda). Voei 2:50 h e estava em KDWH- David Wayne hooks memorial em Houston-Texas. 

De táxi fui ao Consulado e voltei a tempo de decolar e voar mais 2:13 h até KNEW- Lakefront em Nova Orleans-Mississipi.

Havia programado o pernoite lá em New Orleans pois dois anos antes, no traslado do Mooney Ovation do Jean Barbará, passamos uma noite agradabilíssima na Bourbon Street ouvindo Jazz. 

Todos os bares e restaurantes desta rua tem música ao vivo. Quase tomamos um porre pois entramos em todos os bares e, em cada um, bebíamos um whisky. A melhor música ouvimos no Preservation Hall onde velhos negros se apresentavam tocando o Jazz mais puro. Não era bar nem restaurante, apenas um local de show sem cadeiras e com o piso inclinado onde o público senta-se nos degraus do plano inclinado.

Cheguei todo entusiasmado em repetir a dose “jazzística” e minha primeira decepção foi logo no aeroporto ao saber que não havia quartos disponíveis nos hotéis devido ao “Mardi Gras”, o carnaval de New Orleans.

Consegui um lugar para dormir e fui para a Bourbon Street. Lá chegando não a reconheci. Uma multidão lotava toda sua extensão. Os bares e restaurantes onde esperava curtir uma boa música estavam fechados. Cerveja era vendida em portas que davam para a rua e muitos “gringos”, já bêbados, caiam pelas calçadas. Decepcionado andei um pouco pela antes charmosa Bourbon Street, bebi uma ou duas cervejas observando um costume deles, pelo menos lá em New Orleans, que consistia no seguinte: os homens compravam colares nas lojas e os penduravam no pescoço. Para paquerar os ofereciam às moças que estavam nas sacadas das casas e hotéis e que, antes de pendurá-los nos seus próprios pescoços, levantavam suas blusas mostrando os peitos. Para algumas que recebiam o colar e não mostravam os peitos, a multidão na rua gritava em coro:- “show your teets, show your teets” e só paravam quando a moça os mostrava. Lembro de uma que, ao invés de mostrar os peitos, fez 180º e mostrou a bunda. Pela bunda , imaginei como seriam feios os seus seios.

Fui dormir para decolar cedo no dia seguinte não sem antes comprar algumas placas com dizeres hilários tipoxxxxxxx

No dia 21/02 decolei com destino a Orlando onde pousei, depois de 3:29 h em KORL- Orlando Executive Airport. Fui pegar o bote salva vidas que usaria na viagem mas acabei me atrasando e dormi por lá.

Dia seguinte, 22/02, decolei cedo para Fort Lauderdale onde pousei, depois de 1:38 h de vôo, no KFXE-Fort Lauderdale Executive.

Lá passei alguns dias pois o Eduardo havia pedido para eu instalar um Stormscope no WSE, o que foi feito na Southern Cross Aviation que acabou demorando mais do que o previsto, além do que, cheguei lá num domingo.

Iniciei o traslado propriamente dito no dia 26/02 quando decolei com destino a MBPV-Providenciales, percurso percorrido em 3:52 h. Daí para a frente foi como os demais traslados: em Provo fiquei no Hotel Turquoise Reef, até St Martin voei 04:20h e me hospedei num hotelzinho no lado francês da ilha, até Granada foram mais 3:04 h e fiquei no Hotel Renaissance.

No dia 01/03 decolei de Granada, abasteci em SYCJ- Georgetown depois de ter voado 3:01 h e fui pernoitar na casa do meu amigo Jean Luc, que trabalha na Sala AIS de Rochambeau, o aeroporto de Cayena. Tinha voado mais 3:07 h.

No dia 02/03 sai cedo para voar 2:24 h até SBMQ- Macapá-AM, fazer a burocracia de entrada e prosseguir para SBPN-Porto Nacional-TO num vôo que durou 5:12 h. 

No dia seguinte voei até B. Horizonte onde abasteci no SBCH- Carlos Prates depois de voar 4:32 h. Mais 1:30h e estava em casa no Rio de Janeiro.

 

 

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