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UMA LUZ NO HORIZONTE....

De a muito tempo necessitamos de algumas medidas para atualizar a nossa legislação que está freiando o desenvolvimento do aerodesporto. A Divisão de Aerodesporto do DAC tem feito o possível para ajudar mas algumas mudanças são necessárias em outras áreas.

Uma das modalidades aerodesportivas que mais cresceram nos últimos 20 anos foi o ultraleve. Temos hoje cerca de 4000 aeronaves desde seu aparecimento em 1980, contra cerca de 6000 aviões privados desde o aparecimento do avião em 1906.

Os clubes de ultraleves tem em seus quadros sociais, a maioria constituída de empresários ou profissionais liberais, muitas pessoas que procuraram no ultraleve a simplicidade da operação e a menor burocracia e requisitos para habilitação.

A pergunta é: Porque pilotos desportivos não obtém uma Licença de Piloto Privado??

O DAC exige, para a inscrição em suas provas, que o candidato à PP esteja matriculado e cursando um curso homologado. 

Esta exigência é facilmente cumprida e razoável quando o candidato é um jovem iniciando sua carreira de piloto e almejando a licença de PC. Quando, porém, trata-se de um empresário ( 95% dos pilotos desportivos o são), que tem no vôo de lazer seu único objetivo ao buscar uma habilitação, a necessidade de freqüentar um curso teórico homologado onde é exigida a sua presença em sala de aula por três horas diárias durante três meses, o impede de obter a licença, salvo raras exceções. 

Cursos somente em fins de semana que satisfizessem a carga horária exigida pelo DAC ficariam longos demais ou ocupariam todo o fim de semana durante três meses.

As provas calendáricas do DAC são outro grande entrave para que empresários possam habilitar-se, havendo várias histórias de pessoas que, com grande sacrifício, conseguiram à noite cursar o tal curso homologado e, no dia da prova, teve que ausentar-se da cidade à serviço e perdeu-a e a próxima prova somente será realizada após quatro meses. Isto já está sendo resolvido pelo DAC que passará a aplicar as provas nos SERAC, diariamente.

Nos EUA, mesmo com as facilidades para se obter uma Licença de PP da FAA ( é autorizada a prova para auto-didatas, um curso teórico para os que desejarem cursá-lo, pode ser feito em dois finais de semana e a prova teórica pode ser feita na própria escola) foi criada a RECREATIONAL PILOT LICENSE que tem legislação própria, bem mais branda que a do PP e o CCF exigido é o de 3ª classe, que eles criaram à revelia da OACI.

Foi apresentada ao DAC uma proposta de criação de um CPD AVIÃO, e que foi vista com bons olhos, que permitirá ao seu detentor pilotar aviões homologados e experimentais. Agora estamos trabalhando junto ao órgão para definir o que e como será este CPD.

Dentre as vantagens de ser um CPD, destacamos a possibilidade de serem adotados requisitos médicos mais brandos pois, como não é uma licença regulada pela OACI-Organização de Aviação Civil Internacional, da qual o Brasil é signatário, não necessitaremos seguir as recomendações daquele organismo. Para os ultraleves isto já está em prática. Pretendemos agora estender isto aos aviões , helicópteros e planadores, com a criação de uma nova classe, além da Primeira ( PC e PLA) e da Segunda ( PP e PPL).

Se forem adotadas estas medidas , com certeza veremos surgir mais aviões e pilotos de acrobacia, os ultraleves avançados de hoje passarão à categoria de aviões experimentais e não estarão mais restritos por peso ou carga alar e veremos um grande incremento na nossa aviação experimental. 

O DAC nos acena com esta possibilidade, uma luz no horizonte..... 

 

 

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