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Reportagens


MUSTANG P5151 - UMA BOA IDÉIA

Voar num avião de caça é um desejo comum à maioria dos pilotos. Os caças são a fórmula 1 da aviação e, como nos carros, poucos tem acesso àquele seleto grupo. Não que seja difícil ou que os seus felizardos integrantes sejam melhores que os demais. Acontece que a escolha tem de ser feita muito cedo e há um limite de idade para se iniciar, além do que, não é só o prazer do vôo que influencia uma decisão. A vida do piloto de caça é relativamente curta e a opção pela aviação comercial se mostra bem mais promissora que a militar.

Bem, mas o prazer de voar um caça é, sem sombra de dúvidas, indescritível e talvez só o Armando Nogueira conseguisse traduzí-lo usando o dom que Deus lhe deu, caso um dia voasse num deles.

Dentre os pilotos de ultraleve, encontramos alguns que se sentem "caçadores" quando nos comandos das suas "ferozes" máquinas.

Notamos isto, ou pela pilotagem ou pelas roupas de vôo (macacão cheio de "bolachas", capacetes, luvas, etc.)

Eu mesmo tenho lá minhas fantasias e já engagei combate com uma fragata e com alguns urubus, voando o BABY MIG (ULM biplano de acrobacia). Noutro dia, porém, voei o Mustang do FUCHS, PT-ZAT, aquele que estava sendo construído no hangar da ULTRAPLANA no Aeroporto de Jacarepaguá, conforme foi informado na SKYDIVE nº 3. Me senti novamente um FIGHTER PILOT. Guardadas as devidas proporções, o Mustang está para os demais ultraleves como um caça à jato está para um avião de transporte.

Os comandos são leves e sensíveis, sua aerodinâmica limpa lhe permite acelerar rápido sendo necessária atenção com a VNE o tempo inteiro. Qualquer atitude de nariz para baixo requer redução de potência para não ultrapassar as 110Mph no pouso, quando se reduz a velocidade, o nariz esconde a pista. E o charme de voar com a touca de couro? (neste pode pois está registrado como avião experimental. Se fosse ultraleve, só com capacete rígido). No último sábado voei sem o canopi. Fica parecido com um PT-19.

O trem de pouso retrátil deixa-o muito bonito. Na nacele são dezessete voltas na manivela de acionamento, depois de acionar a trava, tanto para baixá-lo quanto para recolhê-lo.

Só falta um barulhinho. Com o motor Rotax 582 e hélice na frente, fica muito silencioso para parecer um caça.

Difícil é resistir a tentação de fazer acrobacias com o mesmo. Infelizmente o projeto deste 3/4 de escala não prevê este tipo de manobras. Talvez ainda façamos um mais reforçado para poder brincar de verdade.

O Henrique está aprontando o segundo P-51. Vai ser uma delícia voar na ala com os dois. Depois vem o CORSAIR. Este já será reforçado.

 

 

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