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Aventuras


ESQUADRILHA OI NA FESTA DE ANIVERSÁRIO DE SANTOS DUMONT

Os aviões já aguardavam no Rio de Janeiro desde o início do mês. Após o VOA MINAS realizado pelo Aeroclube de Juiz de Fora, levamos os três T6 para o Aeroporto Santos Dumont pois o Carlos Edo prometera ao MUSAL a participação da Esquadrilha OI nas festas em comemoração aos 130 anos do nascimento de Alberto Santos Dumont a serem realizadas no Campo dos Afonsos.

Na véspera, dia 19 de JUL, aguardei a chegada do PT DHI, o BE 18 que trazia os demais tripulantes lá do Campo dos Amarais em Campinas. Chegaram o Edo, Aymoré, Ernani, Marcelo Jorge, Mônica, Fernandes e Sininho da equipe, mais o Donovan e o Aléssio.

Decolamos na ala, o DHI e o KRC da pista da esquerda e o LDQ e LDO da pista da direita.

Na boca da Barra já estávamos em diamante com o Marcelo (Beech) de líder, o Ernani ( LDQ) de #2, eu ( LDO) de #3 e o Edo (KRC) de #4. Passamos as praias do Leme, Copacabana, Ipanema, Leblon, S. Conrado e um pedaço da Barra num belo vôo sobre o mar. Autorizado pela TWR JR subimos no Rumo dos Afonsos e lá fizemos uma passagem baixa sobre a pista antes do pouso.

No chão fomos recebidos pelo Brig Bhering, Diretor do MUSAL, Cel Braga, Diretor de Operações, Cel Mora Diretor de Manutenção, Cel Fernandes, Cel Lobo, pelo Sildemar e mais um monte de amigos.

O Yuri foi para o Campo dos Afonsos no MD 500 que ele voava na época. Não perderia a festa nem as demonstrações que lá aconteceriam. 

O Aléssio, filho do nosso “Anjo da Guarda” Fernandes, “bolou” um sistema de escrita com fumaça e nós queríamos testá-lo, já que contávamos com as cinco aeronaves necessárias: os três T6, o Beech e o T6 que o Cel Braga emprestou para o Aymoré voar.

Colocamos todas as aeronaves em posição no solo e acionamos motores para checar, inicialmente no solo, o funcionamento do sistema. Aí o LDO, o #3 no qual eu estava, não quis colaborar e não soltou fumaça.Todos cortaram motor, menos eu. Pane de solenóide decretou o Fernandes. Leve o avião para a frente do hangar, foi a ordem que me deram.

Dei motor e saí da linha dos aviões alguns metros para curvar 90 graus a esquerda. Me atrapalhei com a bequilha que é louca e tive que dar um “motorzão” para conseguir taxiar. Quase apanhei quando voltei a me reunir com o resto da equipe. Havia jogado terra e pedras em todo mundo. Durante o jantar o Edo ainda tirava pedras do cabelo.

O teste não pode ser feito pois o LDO não ficou pronto.

Dia 20, domingo, festa de aniversário, fomos cedo para os Afonsos para evitar o engarrafamento que sempre acontece quando tem festa aviatória por lá. Mais tarde o Marcelo foi com o Beech buscar a Mônica Edo, a Izabella da OI e a Paty Lobo em Jacarepaguá.

O Fernandes passou a manhã inteira e parte da tarde tirando a pane do LDO que ficou pronto uma meia hora antes da nossa decolagem.

Tudo brifado, decolaria o Beech isolado, depois o Edo com o Hernani na ala e por último eu com o Aymoré. 

Cheque rádio feito, o Edo comanda a partida começando por embalar o motor de arranque. Qual não foi minha surpresa quando acionei o botão e nada aconteceu. Gritei pelo Fernandes que estava ao lado e ele veio em meu socorro. Abriu o painel elétrico e tentou uma direta mas nada aconteceu. Tirou a carenagem para verificar alguma coisa à frente da parede de fogo sem resultado.

A partida teria que ser manual e ele encaixou a manivela começando a virar o arranque porém lhe faltou forças. Nesta altura apareceu o Yuri, meu filho, que, vendo que a esquadrilha já estava pronta e eu nem dera partida, correu para ver o que acontecia. Conseguiu dar velocidade até maior que a que se consegue com a bateria mas, quando o Fernandes foi engrazar o motor, viu que a haste estava ligada errada e não engrazou. 

Nestas alturas a esquadrilha já iniciara o táxi pois decidira-se que a demonstração seria feita com apenas 4 aeronaves, para tristeza minha. Eu só ouvia o Edo dando o brifim de como ficaria a formação, agora com o Beech e 3 T6s.

O Fernandinho não se deu por vencido. Abriu a carenagem novamente, concertou a ligação da haste de engrazamento manual, fechou a carenagem e pediu que alguém desse manivela novamente. Nesta hora apareceu o Torós que conseguiu virar o arranque na velocidade necessária e o motor pegou.

Avisei ao Edo que tinha condições de decolar e ele mandou acelerar.

Quando taxiava avistei a esquadrilha decolando. Fui até a intersecção e decolei dali mesmo. Antes que a esquadrilha, já reunida, completasse 180 graus eu já estava em posição.

Dali prosseguimos para a primeira passagem que era em formatura básica com o Beech de líder e os T6 na ala.

Subimos para realizar o leque, fizemos passagens em diamante com o DHI em cobrinha show com o #4. Passamos os cinco em cobrinha show. Fizemos looping em cobrinha 

Além da Esquadrilha OI voaram nos Afonsos o Adilson com o EXTRA 300, o Tike Bazaia com o Decathlon e o acrobata mais antigo em operação, Brig Magalhães Mota, o Mike Mike, que encantou a todos com seu PITTS S2A, mostrando que a idade não impede um piloto disciplinado de realizar manobras ousadas com total segurança.

E foi lá, no lendário Campo dos Afonsos, onde grande parte da história da FAB foi escrita, onde recebi meu espadim de cadete em 1969, onde iniciei minha carreira de piloto militar voando o Fokker T21, que eu fiz minha primeira demonstração com a Esquadrilha OI. 

No chão, além do público, algumas pessoas especiais para mim, assistiram o vôo: o mestre dos mestres do T6, Cel R/R Braga, meu filho Yuri, minha namorada Paty, minha nova Patroa Mônica Edo.

Teve passagens de F5, demonstração de rapel. Foi uma bela festa. Comemoramos o aniversário de Alberto Santos Dumont.

À noite  reunimos toda a Esquadrilha OI na minha casa para um churrasco. Voo sem festa depois não tem a mesma emoção. No dia seguinte levaríamos a Esquadrilha para Belém-PA pois  tínhamos várias apresentações agendadas nas Regiões Norte e Nordeste.

 

 

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Cmte Aymoré no PT-TRB, o T6 do Cel Braga
Cmte Ernani e Cel Wylton no PT-LDQ
motor do LDO se recusando a colaborar
Cmte Edo saindo no KRC com a Esquadrilha
Cmte Marcelo Negão no DHI
Cmte Albrecht saindo atrasado no LDO
LDO chegando para reunir com a Esquadrilha
Esquadrilha OI na formaçào "cobrinha show"
MD 500 com o qual o Yuri foi à festa, ao lado do F5E do Grupo de Caça
Edo e ao fundo o Ernani
Marcelo Negão após o voo no DHI
Yuri foi me encontrar após o vôo
No churrasco na minha casa, após o vôo. De verde o Fernandes, nosso Anjo da Guarda
Cmte Aymoré na varanda da minha casa, fazendo umas fotos
Torós, Vagão e Yuri no churrasco